“MULATO BAMBA” – Nei Lopes

“Este mulato forte é do Salgueiro/ Passear no ‘tintureiro’ era o seu esporte. / Já nasceu com sorte /e desde pequeno vive à custa do baralho (…) [mas] As morenas do lugar vivem a lamentar/ por saber que ele não quer /se apaixonar por mulher” (Noel Rosa).

A carta, curta e grossa, chegou pelo correio, sem menção do remetente e com carimbo da agência de Itaguaí, lá onde o vento faz a volta. Era assinada apenas assim: “Doca”. E isso deixou Noel encafifado. Porque “Doca”, pra ele, só podia ser ela. Mas tinha também… Ele. E aí é que estava o “x” do problema; a incógnita de uma equação de altíssimo grau; que só se resolvia, ou não, lá nas quebradas, no cocuruto, do Salgueiro. Veja mais