ESSE BRASIL QUE AÍ ESTÁ JÁ VEM DE LONGE…

O grande escritor brasileiro LIMA BARRETO, (1881-1922) nascido e falecido no Rio de Janeiro, destacou-se por retratar em seus romances, contos e crônicas a sociedade de sua época, de­nunciando o racismo e as injustiças sociais e captando com ironia e amargura, mas sempre ma­gistralmente, a vida carioca. Rejeitado pelo mundo literário, décadas após sua morte física, entretanto, ganhou reconhecimento. E quem hoje lê ou relê seus escritos, como o trecho abaixo, um perfil do incensado Barão do Rio Branco, pinçado do romance “Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá” compreende a razão do descaso de que Lima foi vítima até bem pouco tempo. Degustem! Veja mais

E SE LIMA BARRETO EM VEZ DE MULATO FOSSE PRETO?

Lima Barreto (1881 – 1922)

E se Lima Barreto – o homenageado da FLIP este ano –, em vez de mulato, fosse preto?

Esta pergunta, assim mesmo, gingada e rimada como num verso de samba, eu fiz, poucos anos atrás, numa reunião pública em que se discutia a presença do negro na Literatura Brasileira.

O que eu buscava, com a aparente ironia da pergunta, era mostrar algumas das muitas insídias e falácias do racismo brasileiro, do qual o nosso Lima, embora vítima, não o foi mais, por exemplo, do que foi Hemetério dos Santos, um preto retinto, brigão como ele só. Veja mais