NEI LOPES VÊ O SAMBA SEM REPRESENTAÇÃO E DESFILES COM A ESTÉTICA DA ELITE

Foto Maria Ana Krack

Jornal GGN
Por Augusto Diniz
SEX, 30/11/2018 – 12:12

No dia 2 de dezembro celebra-se o samba. Poucos brasileiros, como Nei Lopes, definem com propriedade a palavra no seu sentido musical e no seu contexto histórico de manifestação popular de raízes africanas.

Nei Lopes tem quase 40 livros publicados, desde contos e crônicas a profundos trabalhos de pesquisa da cultura negra, além de uma dezena de registros fonográficos autorais – o samba ocupa papel central nesse patrimônio. São trabalhos densos e ao mesmo tempo prazerosos, de uma contribuição rara à compreensão desse País – não sei se um terço dos membros da Academia Brasileira de Letras construiu tamanho legado. Veja mais

O SAMBA VIVE E OPERA!

samba2015

Em um livro de 1985, o antropólogo Darcy Ribeiro fazia a seguinte denúncia:

Ao predomínio (na década de 80) das corporações transnacionais sobre a economia brasileira, a seu domínio sobre os órgãos formadores da opinião pública, a seu controle das redes de comunicação de massa, correspondeu uma descaracterização progressiva de nossa cultura e uma alienação também crescente de nossa consciência nacional. Veja mais