E SE LIMA BARRETO EM VEZ DE MULATO FOSSE PRETO?

Lima Barreto (1881 – 1922)

E se Lima Barreto – o homenageado da FLIP este ano –, em vez de mulato, fosse preto?

Esta pergunta, assim mesmo, gingada e rimada como num verso de samba, eu fiz, poucos anos atrás, numa reunião pública em que se discutia a presença do negro na Literatura Brasileira.

O que eu buscava, com a aparente ironia da pergunta, era mostrar algumas das muitas insídias e falácias do racismo brasileiro, do qual o nosso Lima, embora vítima, não o foi mais, por exemplo, do que foi Hemetério dos Santos, um preto retinto, brigão como ele só.

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GUARDIÕES DA DIGNIDADE AFRICANA

Foto: Rita Willaert – Flickr

Voltamos ao assunto, porque nunca é demais. E estão aí os boçais reacionários, cada vez mais tresloucados, para confirmar todas as coisas contra as quais lutamos.

O caso é que a escravidão é um ponto chave na História da África e dos afrodescendentes. Mas teimar em mostrar suas consequências nefastas é redundante e não é bom. Principalmente quando o foco recai sobre a colaboração de africanos de vários segmentos sociais, desde monarcas a simples transportadores, passando por mercadores enriquecidos com o tráfico humano.

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