SÃO SEBASTIÃO, DO IRAJÁ AO SALGUEIRO

Hoje, 20 de janeiro, é dia de São Sebastião, santo católico, protetor da Cidade Maravilhosa a qual nunca precisou tanto desta proteção.

Na hinterlândia carioca (subúrbio e antiga zona rural), existem mais de vinte templos em seu louvor, nos bairros de Bangu, Cachambi, Campo Grande, Deodoro, Engenho de Dentro, Freguesia, Guaratiba, Inhoaíba, Lins de Vasconcelos, Madureira, Olaria, Paciência, Parada de Lucas, Quintino, Santa Cruz, Sepetiba, Taquara e Vargem Grande. Outrora, havia uma capela na região de Irajá, na localidade conhecida como Beco da Coruja, hoje, segundo consta, em território de Brás de Pina. Veja mais

UM EXERCÍCIO DE JUSTIÇA

Dicionário de história da África – Séculos VII a XVI | Nei Lopes e José Rivair Macedo

“… Não vejo necessidade de qualquer povo provar, a outro povo, que construiu catedrais ou pirâmides para ter direito à paz e à segurança. Assim sendo, não é necessário que o povo negro invente um grandioso e fictício passado para justificar sua existência e sua dignidade humana de hoje. O que os negros precisam fazer é recuperar o que lhes pertence – sua história – e narrá-la eles mesmos.” Veja mais

IVAN ALVES FILHO LANÇA LIVRO COM PREFÁCIO DE NEI LOPES

Prefácio:

Desvendando os Invisíveis

No século XIX, promulgada a Lei Áurea, as elites brasileiras empenharam-se em construir a nação europeizada que sempre pretenderam, na qual a Cultura africana e mesmo a presença negra eram indesejadas. Apesar disso, os descendentes dos antigos escravos buscaram autoafirmação e inclusão social através de suas práticas culturais. E, assim, malgrado o pessimismo de um José Veríssimo, por exemplo, sobre um país de “selvagens inferiores” e “negros boçais e degenerados”; apesar disso, em 1902 um presidente hoje reconhecido em várias fontes como afrodescendente assumia a Presidência da República – embora tenha sido exatamente sob esse afrodescendente que o Brasil começou a pôr em prática, a partir de sua capital, um programa cultural visando europeizar-se de vez. Veja mais