75 ANOS: FESTA NO MEU INTERIOR


E assim encerramos as celebrações pelos nossos 75 anos, completados em maio de 2017. No peito, na raça e na valentia, sem nenhum apoio mercadológico, nem o do Mercadinho de Irajá, que há muito tempo foi pro espaço, tendo antes servido até como agência do BEG, no tempo do próspero (?) Estado da Guanabara.

Nas celebrações, publicamos pela Ed. Record a coletânea de contos “Nas águas desta baía há muito tempo – Contos da Guanabara (olha ela de novo), sobre a qual o jornalista Luiz Fernando Vianna escreveu: “Nei é um dos artistas e intelectuais que têm recontado a história do Rio e do país pelo avesso. Faz isso com seriedade e, também com graça”; e que mereceu do crítico Filipe Penasso (www.penapensante.com.br) uma avaliação que nos encheu de orgulho. Tivemos, ainda, reeditado nosso primeiro livro, “O Samba, na realidade…”, por iniciativa do amigo Rolf Malungo (Ed. Malungo), festivamente lançado junto com “O espírito afro-latino da poesia de Nei Lopes”, profundo ensaio literário criado pela professora Mirian de Carvalho, da UFRJ, amiga que vem estudando nossa obra e colaborando pelo seu aprimoramento há uns três anos.

Teve também a cerimônia em que recebemos o titulo de Doutor Honoris Causa da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; a entronização de nossa foto, em um pôster gigante, na galeria do nosso querido Renascença Clube; nossa posse como membro do conselho consultivo da Fundação Casa de Ruy Barbosa, ao lado de grandes nomes da Cultura brasileira; a curadoria especial da exposição “O Rio do Samba: resistência e reinvenção”, ajudando a construir a abordagem conceitual e crítica da mostra, em cartaz até o fim do ano no Museu de Arte do Rio.

Enquanto isso rolava cumpríamos nossa rotina, preparando as realizações que ainda vêm por aí. Sempre com o apoio da família, dos amigos e dos companheiros de trabalho, todos unidos na mesma corrente de vibrações positivas. E aos quais agradeço sinceramente.

Assim foi bom fazer 75 anos. Como já está sendo bom lançar o romance “O preto que falava iídiche” (Record) e preparar o mais que já vem a caminho – Orunmilá no comando.


2 ideias sobre “75 ANOS: FESTA NO MEU INTERIOR

  1. Parabéns pelos 76, caro Nei. Participei das comemorações dos 75, no RENA. Meus cumprimentos pela densa e já extensa obra . Um grande abraço . Saúde e harmonia . Recomendações à Sonia e à família .
    Paulo Cerri

  2. Meus respeitos, Nei!
    Parabéns pelas efemérides.
    Que teus saberes continuem a iluminar.
    Te desejo saúde e prosperidade.
    Abraços,
    Jaime.

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