PELA CRIAÇÃO DO MUSEU NACIONAL DO VALONGO – MEMORIAL DA DIÁSPORA AFRICANA

Nós, pesquisadores da história dos africanos escravizados no Brasil e de seus descendentes, no ensejo da titulação do Sítio Arqueológico Cais do Valongo a Patrimônio Mundial da Unesco, propomos que seja criado e instalado no prédio Docas Pedro II, construído ao lado do Sítio pelo engenheiro negro André Rebouças sem mão-de-obra escrava em 1871, o Museu Nacional do Valongo – Memorial da Diáspora Africana, com objetivo de apresentar a história do tráfico atlântico de escravos e dos africanos escravizados no Brasil e nas Américas, de dar visibilidade às suas realizações e de estabelecer um diálogo efetivo com os demais países envolvidos com a Diáspora Africana nas Américas e na África sobre o tema. Veja mais

OUTRO AGOSTO, MUITOS ANOS ATRÁS

A manhã daquele dia 24 de agosto corria aborrecida. Aula de matemática já no segundo tempo, aquelas raízes quadradas perturbavam a mente; e as equações, embora de primeiro grau e com apenas uma incógnita, incomodavam a digestão do café-com-leite pão-e-manteiga da entrada.

A escola era pública, mas séria. E exclusivamente masculina, num tempo em que o termo “machista” ainda não tinha sido inventado. Daí o terror de dois ou três meninos diferentes, que recusavam a Educação Física (até forjando atestado médico) para não terem que ficar nus na hora do chuveiro. Veja mais