DOIDEIRA MANSA


Jornal O Globo
Segundo Caderno
Por Leonardo Cazes
15/05/2017

Na tranquilidade do seu escritório, na casa onde vive, em Seropédica, na Baixada Fluminense, o escritor, pesquisador, compositor e cantor Nei Lopes, 75 anos recém-completados na terça-feira passada, mantém uma rotina que ele classifica como “doideira mansa”. Nesta segunda-feira, ele lança o “Dicionário de História da África — Séculos VII a XVI” (Autêntica), em parceria com José Rivair Macedo. Em setembro chega às livrarias seu novo livro de contos, “Nas águas da baía há muito tempo” (Record). E Nei tem dois romances engatilhados, dois discos encaminhados, um livro com as letras de suas canções em andamento e trabalha no próximo volume do dicionário sobre História da África, do século XVII em diante.

O ritmo pode parecer exagerado para um septuagenário, mas ele brinca que em Seropédica não tem o que fazer. Sem teatros ou cinemas, só sobra a TV. E, claro, o tempo e o sossego para ler e escrever, revisitar a própria obra e descobrir novidades. “Dicionário de História da África”, aliás, é uma consolidação das suas pesquisas sobre o continente e sua cultura, iniciada com “Bantos, malês e identidade negra”, de 1988, reeditado em 2006.

Leia mais


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *