MAIS UM DICIONÁRIO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA


Com a chegada das provas de revisão do Dicionário de História da África: Séculos VII a XVI, de Nei Lopes e José Rivair Macedo, inicia-se a escrita de mais uma nova e auspiciosa página de nossa história pessoal.

Tudo começou em 1988, com a primeira edição do livro Bantos, malês e identidade negra, de Nei Lopes, mais tarde reeditado pela Autêntica Editora e agora sensivelmente afetado pela revisão de alguns conceitos. Continuou com a publicação pela Ed. Civilização Brasileira, em 2011, do Dicionário da Antiguidade Africana, ao qual, também com revisão e reinterpretação de alguns conteúdos, esta nova obra dá sequência.

Focalizando, agora, momentos fundamentais da História africana ocorridos entre os séculos VII e XVI, o novo Dicionário cobre o período que vai da conquista árabe-islâmica do norte do continente, iniciada em 639 d.C. até a chegada dos primeiros exploradores europeus, no século XV e a queda do Império Songai ante o Marrocos, no século seguinte.

Para a execução da tarefa, buscamos a competência e a experiência do professor José Rivair Macedo, doutor em História Social pela USP e docente do programa de pós-graduação em História da UFRGS.

O Dicionário, entre outros temas, procura mostrar, estabelecendo relações de causa e efeito, fenômenos e eventos como: as formas de organização social herdadas de tradições imemoriais; o surgimento de unidades políticas criadas e expandidas por lideranças locais; o expansionismo dessas unidades fazendo surgir Estados e impérios; o embate entre as ideias e interesses do Islã, do Cristianismo e da Religião Tradicional; as disputas pelo controle das fontes de riquezas e as rotas de comércio, principalmente as que ligavam o continente ao mar Mediterrâneo e ao oceano Índico.

No tempo histórico abordado, os verbetes buscam também demonstrar como a transmigração de riquezas africanas tanto pelo Saara e o Mediterrâneo quanto pelo oceano Índico, inclusive de força de trabalho, proporcionaram crescimento econômico e político a muitas cidades e estados, tanto na Europa quanto no Oriente.

O Dicionário mostra também, a formação de Estados, confederações e mesmo impérios no continente africano, comprovando o papel dos africanos como sujeitos ativos de sua História, atuando a partir do domínio dos saberes e técnicas de sua tradição, inclusive do ponto de vista filosófico e religioso.

O lançamento está previsto para maio, mês do aniversário de 75 anos de Nei Lopes.

(NL)


2 ideias sobre “MAIS UM DICIONÁRIO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA

  1. O Núcleo de Estudos Interdisciplinares está a todo vapor com essa revisão e a mais nova empreitada ombreada com o Simas pelos arcanos de Ifá

  2. Bispo Ricardo,
    eu tinha me esquecido do “Núcleo de Estudos Interdisciplinares, NEI”. Boa lembrança! E vem aí muito mais coisas ainda este ano.
    Abçs.
    a) o Gestor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *