AS MARGENS PLÁCIDAS OUVIRAM O BRADO DA “AVANINHA”


“Avaninha” ou “avamunha” é a designação de um dos muitos e variados “toques” ou ritmos executados pelos atabaques nos cultos afro-brasileiros. Mais especificamente, é um toque rápido, espécie de marcha para entrada das iaôs ou saída dos orixás do barracão das festas do candomblé. A origem do nome parece estar no idioma fon ou fongbé, falado no antigo Daomé, atual Benin, berço da cultura chamada “jeje” no Brasil e “arará” em Cuba. E o significado, ainda incerto, pode estar, na língua mencionada, nos substantivos avalúnyínyí, ação de render homenagem, ou avonyinya, lavagem de roupa por esfregação na pedra, talvez em alusão ao movimento da dança.

O CASO É QUE, ONTEM, no encerramento do evento olímpico Rio-2016, os atabaques que acompanhavam a execução do HINO NACIONAL BRASILEIRO tocavam esse ritmo. Então, consignamos aqui nossos mais sinceros parabéns a quem teve o pioneirismo e a ousadia de criar esse arranjo histórico. Os filhos dos orixás jeje-nagôs, 100%, agradecem. Modupê!

a) Nei Lopes


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